|
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Ricardo Panelli no Aconcagua
Considerado o pico mais alto da América do Sul e um dos mais altos do mundo, com seus 6.962 metros de altitude, o Monte Aconcagua, localizado em Mendoza, Argentina, foi o palco escolhido pelo aluno Ricardo Panelli para o primeiro desafio pessoa do ano de 2010. A montanha possui várias rotas de escaladas. Algumas são feita apenas por montanhistas mais experientes. Outras tantas não necessitam de muita técnica, pois são constituídas de longos e belíssimos trechos de trekking. Nesse caso basta ter um bom guia, um excelente treinamento físico e emocional e muita, mas muita disposição mesmo. A rota escolhida foi a tradicionalmente conhecida como “Falso Polacos”. Uma rota alternativa, feita por poucos trekkers, mas que proporciona o que podemos chamar de um giro de 360º na montanha. Este caminho permite a observação do Aconcagua dos mais variados e surpreendentes ângulos e garante a vivência de um dos trekkings mais bonitos do planeta. A Expedição: Após alugar os equipamentos necessários para alta montanha, na cidade de Mendonza, a expedição teve inicio no acampamento base “Las Lenas” (2.800metros), de onde as mulas seguem com todo o equipamento e mantimentos necessários. Nessa etapa da expedição devemos caminhar leves para uma melhor aclimatação. Nossa próxima parada foi “Casa de Pedra” a 3.100 metros, de onde podemos admirar o cume do Aconcagua pela primeira vez. Nos 4.200metros alcançamos a Plaza Argentina, um acampamento super bem estruturado com grandes barracas refeitório, helicópteros subindo e descendo a todo o momento com mantimentos e onde acontece sempre uma grande confraternização de todas as expedições que estão ali com o mesmo intento. Conforme vamos ganhando altitude os desafios ficam cada vez maiores, porem devemos sempre seguir um rígido planejamento de adaptação e descanso entre um acampamento e outro. A partir de Plaza Argentina as mulas não podem subir mais, o que significa que todo o equipamento deve ser carregado nas nossas mochilas cargueiras. Para aqueles que desejam mais conforto, em todas as paradas encontramos “porteadores”, pessoas que podem ser contratadas para carregarem os seus equipamentos e/ou mochilas. Chegando nos 5.200metros fomos recepcionados com uma forte nevasca, o que nos obrigou a ficarmos por horas dentro das barracas. Nessa altitude podemos ver de cima uma grande parte da Cordilheira, que acompanhada de nascer do sol faz com que qualquer desconforto seja esquecido imediatamente. Continuamos a nossa subida até 6.000 metros para um campo chamado Cólera. De lá ficamos esperando um bom tempo para que pudéssemos finalmente alcançar o cume. Desta vez os deuses da montanha não permitiram que o cume fosse conquistado, contudo a sensação e o sentimento de vitoria, de superação, de ter feito o seu melhor é inenarrável. Foram 14 dias na montanha, intensos, desafiadores, mas acima de tudo inesquecíveis. Expandi minha zona de conforto de uma maneira inédita o que me permitiu superar várias crenças limitantes sobre quem sou. Definitivamente o “bichinho” da alta montanha me picou e em 2011 estarei de volta!
 |
Envie para um amigo |

|
|